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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Samsung anuncia Galaxy Mega 6.3, seu maior smartphone

Samsung anunciou nesta quinta (11) o Galaxy Mega, celular que será vendido nas versões com tela de 5,8 polegadas e outra com tela de 6,3 polegadas, sendo o último smartphone o maior da fabricante sul-coreana. 

Galaxy Mega 6.3, maior smartphone anunciado pela Samsung até hoje
O Galaxy Mega, que é equipado com o sistema Android 4.2 (Jelly Bean), será lançado na Europa no mês que vem. Outros mercados receberão o telefone depois disso, "gradualmente", segundo a empresa.
A título de comparação, o Galaxy Note 2, aparelho mais novo da linha que inaugurou a era dos "phablets" (celulares gigantes), tem tela com 5,5 polegadas.
A empresa diz que o Galaxy Mega é portátil o suficiente para segurar em uma só mão e para ser colocado em um bolso.
Segundo o site "Sammy Hub", o Galaxy Mega 6.3 chegará à Holanda por 599 euros (cerca de R$ 1.550), mesmo preço pelo qual foi lançado o Galaxy S 3.
O Galaxy Mega 6.3 tem resolução de 1.280 x 720 pixels, abaixo da do Galaxy S 4, topo de linha da fabricante (que será lançado no dia 26 de abril), que conta com 1.920 x 1.080 pixels distribuídos pelas 5 polegadas de sua tela. 

Imagem que compara, da esquerda para a direita, os smartphones Galaxy Mega 6.3, Galaxy Note 2, Galaxy S 4 e iPhone 5 

Entre suas especificações, talvez o destaque seja a capacidade da bateria, de 3.200 mAh, se comparada à do Galaxy S 4 (2.600 mAh) ou à do iPhone (1.440 mAh). A bateria do Motorola Razr Maxx é o principal atrativo do aparelho e tem 3.300 mAh de capacidade.
Seu processador, de dois núcleos, roda a 1,7 GHz (o Galaxy Mega 5.8 usa um chip de 1,4 GHz de clock, também com núcleo duplo). As câmeras de ambos os Galaxy Mega criam imagens com 8 Mpixels e 1,9 Mpixel, nas unidades traseira e frontal, respectivamente.
Lançado neste mês em alguns mercados, o Huawei Ascend Mate, com tela de 6,1 polegadas e anunciado em janeiro, apresenta características semelhantes às do rival anunciado hoje.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aprenda a instalar o Ubuntu em um tablet

O Ubuntu Touch é a versão da distribuição Linux destinada para dispositivos móveis (Foto: Divulgação/Ubuntu wiki)
O Ubunutu está entre as distribuições Linux mais populares do mercado. Repleto de recursos, o sistema operacional é apresentado como uma alternativa gratuita e de código aberto para os sistemas operacionais Windows e Mac OS X. Mas, agora, também já está disponível para desenvolvedores e usuários em geral que querem contar com o sistema operacional do pinguim instalado em tablets e smartphones. O Ubuntu Touch Developer Preview pode ser instalado em aparelhos como o Galaxy Nexus, Nexus 4, Nexus 7 e Nexus 10, Galaxy S, Galaxy Tab 2 e Galaxy Note I e II, o LG Optimus HD. A expectativa é de que a versão final do sistema operacional seja liberada no final do segundo semestre de 2013 e que os usuários possam contar contar com uma lista ainda maior de aparelhos no início de 2014.
Mas para aqueles usuários que não querem esperar até o final do ano para conferir as novidades, o blog Tira-dúvidas de tecnologia testou e preparou um guia de instalação do Ubuntu Touch num tablet Nexus 7. O procedimento é semelhante para outros dispositivos suportados.
Instalando o sistema
É possível realizar a instalação a partir do sistema operacional Windows ou Mac. Entretanto, a forma mais simples e adotada nesse guia requer o Ubuntu 12.04 LTS ou superior instalado. Veja como instalar o Ubuntu no PC:
- Através do Ubuntu, abra o terminal e digite os seguintes comandos para instalar as ferramentas necessárias para o restante do procedimento: sudo add-apt-repository ppa:ubuntu-nexus7/ubuntu-nexus7-installer.
- Informe a senha do usuário com permissões administrativas e tecle “Enter”. Em seguida, digite os restantes dos comandos. Por estar numa sessão ativa, caso os comandos forem digitados em sequência, não será necessário informar a senha novamente.
sudo apt-get update
sudo apt-get install ubuntu-nexus7-installer
Esses são os únicos comandos requeridos. Daqui para frente, o programa responsável pela instalação do Ubuntu Touch no dispositivo possui uma interface amigável.

Passo a passo

1 - Ao término da instalação, informe na busca a palavra Nexus. Será exibido o atalho para o programa de instalação;
2 - Desbloqueie o “Bootloader” para o aplicativo instalado e tenha acesso total ao dispositivo. No Nexus, é preciso pressionar o botão “Power” e também o botão de baixar o volume do som durante alguns segundos;

Para cada modelo de aparelho existe um programa correspondente, porém com a mesma interface de operação (Foto: Reprodução)
3 - Execute o aplicativo de instalação, marque a opção “Install Ubuntu Core for Nexus 7″ e clique em OK. Vale salientar que o aplicativo irá variar conforme o modelo do aparelho em que o sistema for instalado;
4 - O sistema está prestes a ser instalado. Ao clicar no botão OK, será feito o download da versão mais recente para o processo de instalação. Nos testes realizados, a versão disponível é a 13.04;

A versão instalada do Ubuntu ainda não é a definitiva (Foto: Reprodução)
5 - Nessa etapa, basta confirmar o reaproveitamento do instalador do sistema. Essa opção pode ser útil caso o leitor já tenha realizado outras instalações e possa optar por fazer um novo download ou usar a versão já baixada. Para confirmar, clique em OK;

É possível fazer o download da versão mais recente do Ubuntu durante o processo de instalação (Foto: Reprodução)
6 -Aguarde enquanto o sistema atual é removido completamente do dispositivo e instalado o Ubuntu Touch. Nessa etapa, não restarão quaisquer arquivos do sistema operacional anterior. Por isso, antes de realizar o procedimento é recomendável que tenha sido criada uma cópia de segurança dos arquivos importantes;

O processo de instalação pode levar cerca de 15 minutos, dependendo do aparelho (Foto: Reprodução)
7 - E basta aguardar enquanto o sistema é instalado. O tempo médio necessário para a conclusão dessa etapa é cerca de 15 minutos. Após, basta reiniciar o tablet e ele estará pronto para o uso. No primeiro acesso, é preciso cadastrar um usuário, o idioma e a localização para ajustar o relógio. O login pode ser configurado como automático, assim como é feito na instalação convencional do sistema.
Embora o Ubuntu Touch tenha sido adaptado para o uso em dispositivos móveis, a versão que está sendo executada no tablet lembra muito a do desktop, o que pode agradar a muitos usuários que procuram um sistema o mais parecido possível sendo executado num dispositivo compacto. Na medida em que o desenvolvimento de novas funcionalidades forem sendo distribuídas em atualizações, já é esperado o refinamento no comportamento sistema, assim como correções de bugs. No momento já existe uma quantidade significativa dos mesmos aplicativos disponíveis na versão para PCs para o dispositivo móvel, mas ainda carecem de ajustes para o melhor aproveitamento da tela sensível ao toque.

A interface atual do Ubuntu Touch é identica a já encontrada em desktops (Foto: Reprodução)
Durante os testes realizados, foi possível perceber a excelente performance do sistema, embora tenham ocorrido alguns travamentos quando o gerenciador de aplicativos foi executado. Isso é compreensível, já que essa ainda não é a versão final.
O processo pode ser revertido a qualquer momento. Para isso, o usuário terá que obter a versão apropriada do Android para o dispositivo e realizar a reinstalação. Todos os passos descritos neste guia têm como objetivo demonstrar o procedimento de instalação do Ubuntu num dispositivo móvel. Porém, é preciso levar em consideração os riscos envolvidos nesse procedimento, pois em alguns modelos pode ocorrer a perda da garantia do fabricante do aparelho.

terça-feira, 2 de abril de 2013

''Lei Carolina Dieckmann'' sobre crimes na internet entra em vigor nesta terça


7.mai.2012 - Carolina Dieckmann chega para prestar depoimento e entregar seu computador para perícia na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio de Janeiro A Lei 12.737/2012 sobre crimes na internet entra em vigência nesta terça feira (2). Apelidada de "Lei Carolina Dieckmann", ela altera o Código Penal para tipificar como infrações uma série de condutas no ambiente digital, principalmente em relação à invasão de computadores, além de estabelecer punições específicas, algo inédito até então.
Proposta pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a Lei 12.737/2012 ganhou o nome "extraoficial" porque, na época em que o projeto tramitava na Câmara de Deputados, a atriz Carolina Dieckmann teve fotos pessoais divulgadas sem autorização. As imagens íntimas foram obtidas do computador dela, após invasão remota da máquina.
A nova lei classifica como crime justamente casos como o da atriz, nos quais há a invasão de computadores, tablets ou smartphones, conectados ou não à internet, "com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações".

A lei define também que o crime existe quando o usuário não autoriza o acesso ao aparelho ou quando o criminoso "instala vulnerabilidades para obter vantagem ilícita". A pena nesses casos é de três meses a um ano de detenção, além de multa.
Também está prevista punição de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa, para quem obtiver dados "de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas", após a invasão ou controle da máquina invadida remotamente. 

Punição branda
A punição branda foi criticada por Renato Opice Blum, especialista em direito digital e presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da Fecomercio-SP (Federação dos Comércios de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), durante debate sobre a nova legislação em março deste ano.
Segundo ele, a pena para quem comete crimes cibernéticos -- que prevê de três meses a dois anos, além de multa -- deveria ser mais severa. "Em 90% dos casos de pessoas sem antecedentes criminais, a pena pode ser revertida em doação de cestas básicas", disse o advogado.

Já o deputado Paulo Teixeira, autor do projeto de lei, discordou da crítica e destacou que a legislação servirá como uma ferramenta importante no desmantelamento de grupos organizados que atuam na internet. "Nós precisávamos dessa lei, o Código Penal não dava conta disso", afirmou durante o debate.
Outro problema apontado por especialistas em direito digital é a lei definir que o infrator deve romper algum tipo de barreira de segurança para que haja crime, o que impedirá a punição a quem usa computadores de terceiros. Por exemplo, um colega de trabalho que se aproveite da ausência do usuário do computador, que não deixou a máquina travada com senha, para roubar dados.